Diálogos com a Cultura Chinesa
26 Setembro - 19 Dezembro
Diálogos com a Cultura Chinesa
Curso livre "À descoberta, ao encontro da cultura, da civilização chinesa
Coordenador: António Graça de Abreu
Datas: 26 Setembro, 10 e 24 Outubro, 7 e 21 Novembro, 5 e 19 Dezembro
Duração: 17,5 horas
Horário: Sábados, 10.00-12.30
Preço: € 75,00
Público-alvo: Adultos
Nº de participantes: Mín. 25
Piso 4
Este curso tem como objectivo tentar compreender o mundo chinês através de um diálogo aberto com a cultura chinesa - pela diferença, pelo fascínio, pela fruição estética, pela sagesse, pela busca da harmonia, por modos diversos de entender o Mundo e de nos entendermos a nós próprios. Ao longo das várias sessões, tentar-se-á procurar a ligação entre a China cultural e histórica e a actualidade ou contemporaneidade. Tempo ainda para uma passagem por Macau e pela presença portuguesa na China.
Programa
O sábio tem o sol e a lua a seu lado, e leva o universo debaixo do braço.
Zhuangzi (369 a.C.?-286 a.C.?)
Muitas as ervas, cada uma com a sua gota de orvalho.
Provérbio chinês
Os anos vão passando. E com os anos, a não ser a China, tudo na Terra passa.
Eça de Queirós (1845-1900), "Os Maias", cap. XVIII
26 Setembro
1. Introdução
1.1- Definições de Diálogo.
1.2- Definições de Cultura.
1.3- O mundo chinês.
1.4- Espaços e populações.
1.5- China, Zhongu, Império do Meio.
1.6- Características gerais da civilização chinesa.
2. A Língua e a Escrita
2.1- Os caracteres, cimento cultural e civilizacional.
2.2 - Putonghua, o chinês "mandarim", os dialectos.
2.3 - A caligrafia. Os "quatro tesouros" do letrado: pincel, tinta-da-china, tinteiro e papel de arroz. Vamos escrever caracteres em papel de arroz.
2.4 - Escrita, selos e imprensa.
10 Outubro
3. Arte Chinesa (com visitaàs colecções do Museu do Oriente)
3.1 - Bronzes, jades, cerâmicas, escultura, terracotas.
3.2 - Cerâmica vidrada, céladon, porcelana.
3.3 - A joalharia, mobiliário, frasquinhos de rapé.
3.4 - A grande pintura, o apogeu da paisagem.
3.5 - Arquitectura e monumentos.
24 Outubro
4. Religiões Chinesas
4.1 - San Jiao, as três religiões: taoísmo, confucionismo e budismo. Lao Zi, Confúcio e Buda, três vias ao encontro da sabedoria, da rectidão, da meditação e da paz. O chan, ou zen.
4.2 - Religiosidade popular (visita à colecção do Museu do Oriente.)
7 Novembro
5. A Literatura
5.1 - A grande Poesia. Shi, "poesia", ou seja, "as palavras do templo".
a) Han Shan (séc. VIII), uma voz mágica na Montanha Fria.
b) Wang Wei (701-761), pintura, sagesse, depuração do espírito.
c) Li Bai ou Li Po (701-762), genialidade, vinho, prazeres da vida.
d) Du Fu, ou Tu Fu (712-770) O testemunho do desconcerto do mundo, humanismo chinês, génio poético.
e) Bai Juyi, tradição e modernidade, ironia e sabedoria.
f) Outros poetas.
5.2 - O teatro. A dinastia Yuan (1279-1368), mongol, e o apogeu do teatro chinês. Xi Xiang Ji ou o Pavilhão do Ocidente, a obra mais famosa da dramaturgia chinesa.
5.3 - O romance chinês, séculos XV a XVIII. O San Guo Shi, Romance dos Três Reinos, o Shui Chu Chuan, À Beira de Água, o Xi Yu Xi ou Peregrinação a Ocidente, o Jin Pin Mei ou Ameixoeira da Jarra de Ouro, o Hong Lou Meng ou Sonho do Pavilhão Vermelho.
Gao Xingjian ((1940-) , Prémio Nobel da Literatura 2000 e a sua Ling Shan, a Montanha da Alma.
21 Novembro
6. O Império e as suas Capitais
6.1 - Chang'an (actual Xi'an). A dimensão simbólica: palácio imperial, o desdobrar da cidade, quarteirões, muralhas. A vida quotidiana.
6.2 - As outras capitais: Luoyang, Jiankang (Nanquim), Kaigfeng, Pincheng (Datong), Hangzhou, Pequim.
6.3 - Visita guiada a cada uma das capitais da China clássica, com slides, vídeos, etc.
6.4 - China antiga, China moderna, China de sempre.
5 Dezembro
7. Portugueses na China
7.1 - Os Portugueses nos mares da Ásia Extrema. Comerciantes, aventureiros e missionários à descoberta do mundo chinês.
7.2 - Os primeiros intérpretes, (sécs. XVI e XVII). Tomé Pires, cartas dos cativos de Cantão, Gaspar da Cruz, Fernão Mendes Pinto, Álvaro Semedo, Gabriel de Magalhães.
7.3 - Os jesuítas em Pequim e no Grande Império do Meio (1598-1805). Quotidianos, inserção no mundo chinês, catequização, conflitos, perseguições.
7.4 - Missionários de outras ordens religiosas (franciscanos, lazaristas) na China. A impossível/possível evangelização. Encontros, desencontros, o testemunho da História.
19 Dezembro
8. Macau, uma História singular, os negócios, os fascínios, as magias
8.1- A fundação e sobrevivência de Macau. Diferentes teses. O trato, a veniaga, os negócios da China.
8.2. - Século XVII, a cidade a crescer. A cobiça e derrota holandesa (1622).
8.3. - A precariedade da fixação portuguesa, condicionantes permanentes.
8.4. - O exercício dos poderes em Macau, o Leal Senado, os governadores ou capitães-gerais, os bispos. O poder dos mandarins.
8.5. - O comércio do anfião ou ópio. A Guerra do Ópio (1839-1842) e a fundação de Hong Kong.
8.6. - Os tempos agitados do governador Ferreira do Amaral (1849), o fim da China tradicional.
8.7. - As ilhas da Taipa e Coloane. Os tratados entre a China e Portugal (1862 e 1887).
8.8. - Macaenses em Hong Kong e Xangai.
8.9. - Sun Yat-sen, pai da república chinesa em Macau.
8.10. - 1911, Macau e China no entendimento de Camilo Pessanha.
8.11. - 1927-1949, as grandes mudanças no Império do Meio. A província de Guandong.
8.12. - Macau moderna, o crescimento imparável. O jogo, as indústrias, o turismo.
8.13. - A reintegração de Macau na grande China (Dezembro de 1999).
8.14. - Macau, século XXI, um passado fascinante, um presente próspero, um futuro único em terras da China.
8.15. - Património arquitectónico, património construído. Igrejas, templos, palácios, jardins e pagodes.
8.16. - Poetas, prosadores, letrados de Macau. Pintores de Macau. Museus de Macau. Museu do Oriente
inscrições em:
http://www.museudooriente.pt/761/dialogos-com-a-cultura-chinesa.htm

